sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Novo jarro do velho museu

Se faz necessário descrever uma série de fatos que não tem a mínima importância. Um livro não seria livro se fosse objetivo como as palavras que voam de nossas bocas frivolamente nos minutos de cada momento entre momentos. Dos livros que li, que tenho lido e que espero ler, os que conseguem me iluminar as idéias são sempre aqueles que tratam dos assuntos de maneira tão leve e sagaz que me fazem esquecer que em 80 por cento de suas páginas estão registrados nada mais nada menos do que desnecessáriedades. È completamente desagradável quando consigo perceber, no meio de um capítulo, que o autor vem enrolando e desenrolando o mesmo assunto em forma de paráfrases por páginas a fio sem se dar o trabalho de nos puxar pelo fio de prata que possuímos saindo do nosso meio, quer ele seja o umbigo quer ele seja a testa.
A sensação que faz um leitor saber que é um leitor e que gosta de ser o que é é exatamente esta, a de ser, em meio a olhos grudados em uma mídia qualquer, cravejada de signos, puxado sem procedimentos de segurança prévios pela sua linha mais intima e instável por um outro ser que está na maioria das vezes num lugar distante qualquer. È um portal, uma esquema transcendente do universo que acontece nesse momento e faz com que relacionamentos se estendam como uma teia onde não se sabe quem está dominando quem, se o escritor que puxa, ou se o leitor que fornece ao escritor o saciar de seu vício de puxar fios alheios e cativá-los, criando para si um império completamente nobre e virtual.
O que tenho feito neste momento? Quantas vezes você já se perguntou por que digo o que digo ou o que é que me motiva a sentar frente a uma máquina mortífera e digitar coisas só para que essas frases não se afoguem no mar de bugigangas do meu lóbulo? Eu tenho tentando saciar-me com o que só você pode me oferecer, e você, se sente satisfeito por me oferecer tua preciosa prata?

sábado, 3 de novembro de 2007

Sempre duo

Errando é que se aprende. As vezes muitas coisas parecem equivocadas, parecem ir em caminhos opostos, são como dizem, contraditórias. Mesmo as coisas mais simples, ou as mais inexperadas ou simplesmente não relacionadas diretamente apresentam de alguma maneira uma contradição. Talvez isso aconteça por que é necessário existir um balanço entre todas as coisas. Um equilibrio necessário, digamos. As vezes elas simplesmente foram feitas por homens, e eles sim são pura contradição, não há como não haver respigos de sua essência em suas criações.
As coisas todas foram destinadas ao embate, à critica, à provação, ao oposto, ao contrário...até mesmo os iguais foram destinados ao oposto...enquanto os opostos se distraem, os iguais se ligam e nessa junção quem manda ainda é a diferença pois não há homogeneidade, tudo nunca será igual e as coisas não são unidades similares, somo todos multiplos, multicolores e multifacetados. Flácidos e maleáveis.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Pequenos gulosos!

Metrô de Brasília. Pouco mais de onze horas da manhã. Eu, de óculos escuros...nunca se sabe, entra e sai de túneis, no fim, sairei à claridade mesmo. Estava sem meu MP3, minha cabeça voava em pensamentos inúteis, nada que fosse importante. Um momento e comecei a observar duas pessoas que conversavam. Uma mulher com uma bolsa enorme e um homem que a ouvia atentamente. Em alguns segundos percebi que a moça tentava vender alguma coisa para o homem, tentava não, já o tinha convencido a dar o telefone para que ela entrasse em contato em uma outra hora. Animadíssima com o que quer que fosse o seu produto a mulher gesticulava e dava certeza da eficácia da coisa. Depois de mais algum tempo a mulher já estava aconselhando o rapaz a comprar e dar o tal produto também para a sua esposa, por que no fim, o produto era mmmuuuiiitttoo bom! Foi aí que ela disse algo que me fez perceber o quanto somos estranhos, e queremos mais e mais, ela disse: Por que as nossas células ficam famintas sabe, aí qualquer coisa que a gente come elas absorvem! Como minha cabeça estava totalmente porosa e afim de uma idéia absurda pra trabalhar, logo imaginei milhões de celulazinhas com bocarras enormes e dentes super afiados a mostra gritando: Comida! Comida!...e em seguida um pão gigantesco caindo de não sei onde e sendo devorado por aquelas coisinhas doentias...isso são as nossas células?! Gente que horror...então por dentro somos assim, um composto de milhões de pequenos gulosos e famintos?
É, somos sim!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Olhos vendados

Quando se conhece, o alvo do ex-desconhecimento perde o seu valor, qualquer que seja, em quase 50% ou mais. O mistério, o desconhecido e a idéia de não saber são temperos simplesmente viciantes e afrodisíacos que nos fazem viajar por caminhos tão longe de casa que, o fato de saber a verdade sobre estes mistérios, desvendá-los, estraga toda a festa.
Há quem diga que os ignorantes são mais falizes. Talvez sejam mesmo. Mas ainda mais felizes talvez sejam os que, mesmo sabendo onde, quando e como encontrar as respostas, escolhem a fantasia de sonhar com a possibilidade de multiplas e incontáveis versões para seus fim's e porque's.

Fantasia

Com dez olhos te quero
Não consigo contemplar-te com um só
És imensamente intensa!

Tua pele é prata polida
Teu sorriso, uma luz perdida
Que me faz perdido ser em meu lar

Haha, és cruel e gostas disso!
Só a mim ofuscas, e confunde...
És um típico ser fantastico.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Dual

Como pode? A barriga sempre começa a roncar nos momentos mais inoportunos! E é só disso que consigo lembrar as vezes...de como a coisa qualquer que comi enquanto só queria estar só, ou queria não existir, ou queria poder mudar as coisas com um toque de mágica, ou queria ficar congelado naquele momento pra sempre, ou queria pular de alegria sem parar até que as pernas se desgrudassem do meu corpo e eu criasse assas era ruim ou boa...e quando era muito boa, ou muito ruim, faz doer depois não a barriga, mas a cabeça por causa do contraste que tem com aquele dilema...
As coisas insistem em acontecer com esse padrão, e de vez em sempre é tão super irritante!
Aí nunca dá pra aproveitar nada direito, dá?
Quero conseguir isolar essas coisas, e que cada uma aconteça no seu tempo, ora essa...acho que ninguém nunca falou de forma dura, por isso que é sempre essa bagunça...
Quero conseguir me deslocar no espaço e sentir aquela agradável brisa cósmica sem ter que ficar enfiando o dedo no olho depois pra tirar um pequeno cometa infeliz!

domingo, 9 de setembro de 2007

Nova interface...mudança 1.598.365

Sim!!!!!!!
Então, sobre muitas coisas estão muitas outras hehehe
A tarde de hoje foi tão pouco produtiva do ponto de vista capital ou até mesmo intelectual...mas ela foi tão importante! Ela me conduzio a uma noite muito renovadora!
Entre espasmos e falta de atenção, tiques nervosos e muita chatísse um breve momento; senti-me novo...e ainda me sinto...aí lembro de que sempre mudamos, sempre, sempre...
Aí, transformam-se esperanças, alegrias, vontades e até sonhos ganham cores diferentes.
Torço para que certas coisas a partir de agora fiquem cada vez melhores, claro, por que a ideia de que pararão de mudar é ridícula...mas que mudem de uma forma boa, você me entende? E que outros mecanismos funcionem, ou funcionem melhor nessa nova configuração de coisas.
Yupi!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pessoa desmemoriada

Cheguei naquele lugar maravilhoso! Sim, maravilhoso porque me ajudou muitas vezes a esquecer problemas e pensar em outros muito menos desagradáveis.
A Biblioteca Central não poderia ser mais agradável...conversei com algumas pessoas, me lembrei que já tinha lido todos os textos que precisava ler (ou que pelo menos eu tinha as xerox) e que também já tinha feito todos os exercícios propostos. Aqui poderia abrir um parênteses só para dizer que era o quarto dia de aula, só tinha um texto pra ler e um exercício para fazer.
No fim de um momento de sono em alguma das cadeiras da biblioteca acabei por lembrar que uma das minhas professoras havia passado a leitura de um texto cujo livro provavelmente tinha na biblioteca. Fui atrás do livro e o achei. Resolvi tomá-lo emprestado e fui para a fila. Fiquei um século esperando enquanto pessoas fingiam trabalhar...olhei impaciente no relógio e vi que tinha dado a hora da minha aula...larguei o livro e corri para não chegar atrasado.
O professor desfilou e se exibiu na sala como um modelo pronto para uma série de fotos sensuais. Depois daquela aula outra se seguiu e somente depois desta segunda pude voltar a biblioteca...catei o livro o mais rápido que pude e entrei na fila para novamente olhar pessoas que fingiam trabalhar. Com a demora, a impaciência compartilhada pelas pessoas na fila as torna amigas, e assim comecei a conversar com duas garotas que estavam na minha frente. Acabei descobrindo que uma delas conhecia uma menina que eu conhecia também. Por fim elas pegaram o livro delas e eu o meu...saí de lá para comer algo. Já escurecia. Na lanchonete encontrei a garota da biblioteca com a menina que eu conhecia. Perguntei a menina: Nossa, você faz matéria a noite também? Aí ela disse: Eu já te falei isso umas quatro vezes...faço latim 1!
Fiquei com a cara no chão. ´´Eita, desculpa, é que tenho memoria de peixe´´.
Isso tudo foi só pra dizer que sou uma pessoa desmemoriada!
(Desculpe-me por ter feito você jogar minutos preciosos no lixo lendo isso...se é que alguém vai um dia ler isso....)

sábado, 1 de setembro de 2007

Vazio

O que há de se pensar agora
com todos esses tempos, relógios
vazios que não vão embora?

Por que as coisas não pedem uma razão
por que em algumas situações
jamais posso dizer não.

O jornal ja se conformou a muito tempo
agora ele já vem com a cor do dia
todo cinzento.

Até os livros agora fazem greve
Seu conteúdo já não pode mais ser revelado
As paginas cortam, as letras se embaralham.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Close

Ainda sinto os teus cabelos
Correm entre meus dedos
Que a tua nuca acariciam
Tão solitários os meus dedos...
Tão areia os teus cabelos....
Escorrendo entre cada linha
Entre cada veia, entre cada sina
Entre meu desejo de não desgrudar mais
A minha boca da sua.
Tua boca é outro elemento
jamais areia...Oásis!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ZZZzzzzZzzZzzzzzzZzzZZZZZzzzzzZZzzzzZZzzZz

Não poderia falar muita coisa sobre coisa alguma sendo eu o Mister Tédio, ou se preferir, Dom Faz Nada I.
O que é de costume sair dessa macabeça (que começo a me perguntar se não é de papelão) são idéias de sonhos (reparem bem, idéias e não sonhos propriamente ditos), pensamentos ingênuos, sons malucos e esquizofrenicos, suspiros de genialidade e alguma coisa lembrando um gatinho otimista que sempre acha que vai ter uma tigela de leite esperando atrás da terceira porta a direita do banheiro.
Infelizmente na madrugada de hoje (pois agora são 2:24 da madruga) e por esses dias rodeiam minha macabeça mosquitos nada interessantes. Imagine que essas pequenas criaturas de pouca vida (embora periodicamente presentes) conseguiram tirar daqui de dentro coisas que me são um tanto valiosas, não pelo seu valor material mas sabe, sentimental ( sou meio besta com essas coisas). Passei toda a ultima semana atrás desse meu felino que custa a aparecer....já ate começo a pensar que foram essas danadinhas que me tiraram o bichano.
Com isso, o que tenho pra dizer, ou melhor, o que se pode ouvir quando se aproxima da minha macabeça, e claro, se presta um pouco de atenção, é o eco ( que tem me parecido interminável) gosmento e ininterrupto de ZzzzZZZzzzZzzZZzzzzZZzzZzZzZ...
Tenho esperado que mais uma vez um velho doutor amigo meu venha me visitar. Ele sempre sabe dar um jeito nessas loucuras que acontecem com pessoas como eu, pessoas com baixa imunidade neural. As vezes ele sara por completo, outras ele troca uma doença por outra um pouco menos desagradável...tem vezes que ele até consegue combater uma doença com outra que estava escondida, mas uma coisa é certa: O Doutor T. Ime sempre resolve os problemas do seu jeito. Pena que não dá pra saber quanto tempo ele demora a vir ou quanto tempo o tratamento durará.
Até lá, não sei se eu posso ou você pode esperar muito de mim...até lá posso não me reconhecer em frente ao espelho, posso não te reconhecer se me cumprimentar, posso me mostrar amigo demais ou um inimigo surpresa.
Então pessoal, é o seguinte, até eu conseguir o meu bichano de volta, tenham paciência!

Windows Vista!

É de versos e reversos
Que tenho escrito meus pensamentos
Todos viajantes clandestinos nessa minha cabeça fraca.

Chamas laranjas lânguidas lambem o que me resta
E todas as minhas melhores intenções egoístas se esgotam
Nesse sensual ritual de tortura sequênciada.

Tenho firmes em meus seios a carga viril de mil sonhos
Mas cada um deles falha, impotentizam-me
Vocês me olham sem olhar seus olhares mais justamente sórdidos.

É enquanto me debato contra essa janela da salvação
Que todas as minhas astúcias se esvaem num som rancoroso e mórbido

É enquanto me viro pra pegar minha bagagem
Que caio de boca nessa imensa lata de lixo, boca felina

É enquanto tento encaixar meu globos oculares
Que deixo esfarelar meu coração por entre essas costelas magras...

domingo, 1 de julho de 2007

Eu ja cansei de me perguntar
Milhões de vezes fiz perguntas ao vento
Perguntei aos céus e nada descobri
Perguntava por onde e quando entrastes nesse mundo
Tú que és a estrela que mais ilumina!

Como pode ter tão certas suas decisões
Como pode me surpreender sempre e me fazer tão feliz?
Como consegue me fazer esquecer coisas só pensando em você
Que se torna mais importante?

Deixo de ser ator...faço meu melhor papel....o de mim mesmo
Você me descobriu...me ajuda a relembrar minhas falas?

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O que dizer?

Então, não fazia idéia de quanto tempo não postava nada aqui, só me dei conta quando loguei e vi a mensagenzinha dizendo que o ultimo post datava do mes 1, pode?
Não sei nem o que dizer, só sei que tenho andado muito fora...não, não é nada disso...não tenho viajado o mundo inteiro conhecendo novas culturas e pessoas não (quem me dera!). Tenho andado bastate fora do que um dia pensei ser Eu Mesmo. Ai vc ja viu né? Pensamentos voando pra todo lado, dores em medidas homeopáticas, rachaduras e remendos em partes importantes do meu sistema homo sapiens e no fim, muita fumaça (cuidado, onde há fumaça, há fogo! - - hehe e é mesmo, estou numa nova versão, a tal da Pirofágica!).
Aí andei pensando que, colocar alguma coisa aqui, pra se acaso alguém um dia errar um endereço de um site japa, seria legal e as pessoas poderiam constatar que eu ainda não morri! É, por que, uma pessoa que tem um blog e fica mais de 5 meses sem postar nada só pode estar morta ou criou um sério disturbio cerebral, mas enfim....I´m still here!
Seeya!!!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

You´ll never belong there again...

Total não-pertencimento
Esse era o sentimento.
Coisas por fazer
Olheiras, um ensaio de lágrima nos olhos
E um passado cheio de coisas boas
Que faziam com que o presente fosse o mais desagradável...

A dor de não fazer mais parte não poderia ser mais real
Toda a felicidade vivida jamais poderia ser mais ausente
E enquantos os fios de cabelo caiam
Todo um sistema se esvaia com eles
Um pouquinho em cada fio...

A lua sempre vai nos surpreender aparecendo um pouco antes da luz do sol nos deixar
Ela jamais perdeu as esperanças de um dia reencontrar luã
Até aí o passado castiga
Enchendo-lhe o brilho de crateras...

Ele nunca nos deixará livres para voltar
Por que não somos os mesmos...não aqueles...
Hoje sou o corpo morto de meu vívido passado.
É a mim que os vermes devoram.

Átila (no mundo da Lua e de Luã)