sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Novo jarro do velho museu 4

Saudade meu bem, saudade. São sempre palavras como essas que põe em parafuso a cabeça de gentes fracas como eu. Saudade é um sentimento tão misterioso, mas tão misterioso que chega a ser angustiante imaginar que ninguém jamais poderá se livrar dele. Saudade da infância, saudade de alguém, saudade de um amor, saudade de um dia. Saudade do ultimo gole de um suco bom, saudade do sorriso que acabou de morrer na boca de alguém legal. Saudade é um sentimento que é multiforme, pode ser pequeno, ínfimo, tão minúsculo que quase ninguém sabe que sente ou se sente não sabe que aquilo se chama saudade; pode ser média, fazendo com que a pessoa sinta um gostinho diferente na boca quando se lembra e fique com os olhos perdidos e pode ser gigantesca, esmagando qualquer outro sentimento existente no ser, fazendo com que tudo suma, tudo fique negro, faz doer todas as partezinhas do corpo e é incontrolável. A saudade pode ser constrangedora, libertadora, feia, carinhosa, dramática, artística, impulsionante e até mortal. Tenho medo só da ultima...do resto tenho não, porque sentir saudade é uma forma de me sentir poeta!

O Novo jarro do velho museu 3

Estou sem sentimentos inspiradores neste exato momento, mas pensar que são apenas esses momentos que fazem de mim o que sou vai totalmente contra o que eu acredito ser um bom eu. A primeira coisa que devemos levar em conta é que a arte não existe por que um punhado de pessoas em suas épocas foram agraciadas com visitas constantes dessas senhoras chamadas Musas e deixaram-se levar por elas em seus atos criativos. È certo e não há o que duvidar que certos senhores tinham como intimas essas beldades, mas não eram somente elas que faziam suas macieiras frutificarem. Antes de todo ato artístico existe o conhecer, o trabalhar e o penar de todo o processo pré.
As pessoas que apreciam a arte, ou pelo menos o dizem, contemplam tudo com grande afeição e deslumbramento, congratulam o artista, vão para suas casas, pensam na obra, refletem, acham significados para elas, as colocam como marcos nas suas vidas e fim. São poucos os que, antes de tudo, ao olharem para aquele assomo de alma e contrações, pensam no quanto o artista sofreu para produzir, o quanto ele estudou, o quanto maturou idéias, fez e desfez rascunhos e mais rascunhos, enjoou-se, alegrou-se, desistiu até por fim chegar ao trabalho final (que na maioria das vezes nem fica do jeitinho que o idealizador queria).
Trabalho. Esse sim é o sinônimo de qualquer artifício ou agente artístico. Esforço, treino, compreensão, estudos, críticas, fracassos. E é o trabalho mais laborioso de todos, pois só depende do próprio artesão.

O novo jarro do velho museu 2

Com que freqüência os símbolos tradicionais de uma sociedade global tendem a mudar de significado? Constantemente um sentimento de mudança bruta, mesmo que natural, tem tomado conta de meus pobres receptores sensoriais. A maioria dessas mudanças parecem não fazer parte do meu tempo, como se o que se foi já se foi a algum tempo e que não vivi o suficiente daquilo pra sentir saudade e o que veio veio rápido demais, de forma que me pegou meio de surpresa e ainda não me adaptei. Talvez eu é que seja lento demais para perceber que essas mudanças sempre ocorrem e que eu vivi o tempo necessário pra me sentir nostálgico como qualquer outro e que a surpresa que me acomete só é surpresa por conta de uma ignorância que guardo e que de vez em quando ponho em uso.
Falo de tradições porque estamos vivendo uma época de muito significado (ou não). O Natal, por exemplo, é um desses símbolos tradicionais que tenho visto mudar de forma incrivelmente cômoda. Há alguns anos atrás, todo o mês, os dias que previam essa data e os dias pós Natal eram alvamente adocicados com toda magia e felicidade esperançosa que se poderia caber dentro de um coração. Junto desse fervor, amontoavam-se pilhas e mais pilhas de embrulhos vistosos aos pés de uma mais que radiante árvore morta-feliz. O tempo passa e foi passando até chegarmos num ponto onde toda essa balela enjoativa de esperança e amor são meros mitos e que o que realmente importa é o conteúdo das antigas pilhas de embrulhos vistosos, hoje nem tão vistosos, já que o mais interessante é ver a pilha cada vez maior.
Assim o Natal ganhou um significado a mais, ou trocou de significado, ou melhor, começou a significar mais pra uns do que para outros. Significa mais para os pais que TEM que comprar presentes para os filhos( mesmo sem ter dinheiro) por que se não não tem natal; significa mais para as pobres crianças que não vão ganhar nada de natal e que no fim, essa data só vai ser um dia a mais, com um pouco menos de fome por conta de uma caridade; significa mais ainda pra toda a gama de pessoas cheias de amor no coração e que são donas de lojas ou de empresas, seja elas quais forem, pois na época do natal, tudo se compra e tudo é vendível...no fim a semana desemboca num outro momento que não se sabe qual é o significado, o Ano Novo. Dele só se espera uma coisa, um pouco mais de dinheiro e um pouco menos de miséria. Por que a miséria não deixa o pobre comprar( ou melhor, gastar o que tem e o que não tem) e se ele não compra, como é que o rico vai ter um pouco mais de dinheiro?
Tudo muda, até a surda-muda! Todo esse devaneio acabou de me dar um teco na cabeça e dizer que, claro, o meu ponto de vista, desde que eu tinha 10 anos cresceu no mínimo 30 centímetros. Como posso querer que tudo signifique a mesma coisa se eu mesmo já não significo quase nada do que significava?

O Novo jarro do velho museu

Se faz necessário descrever uma série de fatos que não tem a mínima importância. Um livro não seria livro se fosse objetivo como as palavras que voam de nossas bocas frivolamente nos minutos de cada momento entre momentos. Dos livros que li, que tenho lido e que espero ler, os que conseguem me iluminar as idéias são sempre aqueles que tratam dos assuntos de maneira tão leve e sagaz que me fazem esquecer que em 80 por cento de suas páginas estão registrados nada mais nada menos do que desnecessáriedades. È completamente desagradável quando consigo perceber, no meio de um capítulo, que o autor vem enrolando e desenrolando o mesmo assunto em forma de paráfrases por páginas a fio sem se dar o trabalho de nos puxar pelo fio de prata que possuímos saindo do nosso meio, quer ele seja o umbigo quer ele seja a testa.
A sensação que faz um leitor saber que é um leitor e que gosta de ser o que é é exatamente esta, a de ser, em meio a olhos grudados em uma mídia qualquer, cravejada de signos, puxado sem procedimentos de segurança prévios pela sua linha mais intima e instável por um outro ser que está na maioria das vezes num lugar distante qualquer. È um portal, uma esquema transcendente do universo que acontece nesse momento e faz com que relacionamentos se estendam como uma teia onde não se sabe quem está dominando quem, se o escritor que puxa, ou se o leitor que fornece ao escritor o saciar de seu vício de puxar fios alheios e cativá-los, criando para si um império completamente nobre e virtual.
O que tenho feito neste momento? Quantas vezes você já se perguntou por que digo o que digo ou o que é que me motiva a sentar frente a uma máquina mortífera e digitar coisas só para que essas frases não se afoguem no mar de bugigangas do meu lóbulo? Eu tenho tentando saciar-me com o que só você pode me oferecer, e você, se sente satisfeito por me oferecer tua preciosa prata?

sábado, 3 de novembro de 2007

Sempre duo

Errando é que se aprende. As vezes muitas coisas parecem equivocadas, parecem ir em caminhos opostos, são como dizem, contraditórias. Mesmo as coisas mais simples, ou as mais inexperadas ou simplesmente não relacionadas diretamente apresentam de alguma maneira uma contradição. Talvez isso aconteça por que é necessário existir um balanço entre todas as coisas. Um equilibrio necessário, digamos. As vezes elas simplesmente foram feitas por homens, e eles sim são pura contradição, não há como não haver respigos de sua essência em suas criações.
As coisas todas foram destinadas ao embate, à critica, à provação, ao oposto, ao contrário...até mesmo os iguais foram destinados ao oposto...enquanto os opostos se distraem, os iguais se ligam e nessa junção quem manda ainda é a diferença pois não há homogeneidade, tudo nunca será igual e as coisas não são unidades similares, somo todos multiplos, multicolores e multifacetados. Flácidos e maleáveis.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Pequenos gulosos!

Metrô de Brasília. Pouco mais de onze horas da manhã. Eu, de óculos escuros...nunca se sabe, entra e sai de túneis, no fim, sairei à claridade mesmo. Estava sem meu MP3, minha cabeça voava em pensamentos inúteis, nada que fosse importante. Um momento e comecei a observar duas pessoas que conversavam. Uma mulher com uma bolsa enorme e um homem que a ouvia atentamente. Em alguns segundos percebi que a moça tentava vender alguma coisa para o homem, tentava não, já o tinha convencido a dar o telefone para que ela entrasse em contato em uma outra hora. Animadíssima com o que quer que fosse o seu produto a mulher gesticulava e dava certeza da eficácia da coisa. Depois de mais algum tempo a mulher já estava aconselhando o rapaz a comprar e dar o tal produto também para a sua esposa, por que no fim, o produto era mmmuuuiiitttoo bom! Foi aí que ela disse algo que me fez perceber o quanto somos estranhos, e queremos mais e mais, ela disse: Por que as nossas células ficam famintas sabe, aí qualquer coisa que a gente come elas absorvem! Como minha cabeça estava totalmente porosa e afim de uma idéia absurda pra trabalhar, logo imaginei milhões de celulazinhas com bocarras enormes e dentes super afiados a mostra gritando: Comida! Comida!...e em seguida um pão gigantesco caindo de não sei onde e sendo devorado por aquelas coisinhas doentias...isso são as nossas células?! Gente que horror...então por dentro somos assim, um composto de milhões de pequenos gulosos e famintos?
É, somos sim!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Olhos vendados

Quando se conhece, o alvo do ex-desconhecimento perde o seu valor, qualquer que seja, em quase 50% ou mais. O mistério, o desconhecido e a idéia de não saber são temperos simplesmente viciantes e afrodisíacos que nos fazem viajar por caminhos tão longe de casa que, o fato de saber a verdade sobre estes mistérios, desvendá-los, estraga toda a festa.
Há quem diga que os ignorantes são mais falizes. Talvez sejam mesmo. Mas ainda mais felizes talvez sejam os que, mesmo sabendo onde, quando e como encontrar as respostas, escolhem a fantasia de sonhar com a possibilidade de multiplas e incontáveis versões para seus fim's e porque's.

Fantasia

Com dez olhos te quero
Não consigo contemplar-te com um só
És imensamente intensa!

Tua pele é prata polida
Teu sorriso, uma luz perdida
Que me faz perdido ser em meu lar

Haha, és cruel e gostas disso!
Só a mim ofuscas, e confunde...
És um típico ser fantastico.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Dual

Como pode? A barriga sempre começa a roncar nos momentos mais inoportunos! E é só disso que consigo lembrar as vezes...de como a coisa qualquer que comi enquanto só queria estar só, ou queria não existir, ou queria poder mudar as coisas com um toque de mágica, ou queria ficar congelado naquele momento pra sempre, ou queria pular de alegria sem parar até que as pernas se desgrudassem do meu corpo e eu criasse assas era ruim ou boa...e quando era muito boa, ou muito ruim, faz doer depois não a barriga, mas a cabeça por causa do contraste que tem com aquele dilema...
As coisas insistem em acontecer com esse padrão, e de vez em sempre é tão super irritante!
Aí nunca dá pra aproveitar nada direito, dá?
Quero conseguir isolar essas coisas, e que cada uma aconteça no seu tempo, ora essa...acho que ninguém nunca falou de forma dura, por isso que é sempre essa bagunça...
Quero conseguir me deslocar no espaço e sentir aquela agradável brisa cósmica sem ter que ficar enfiando o dedo no olho depois pra tirar um pequeno cometa infeliz!

domingo, 9 de setembro de 2007

Nova interface...mudança 1.598.365

Sim!!!!!!!
Então, sobre muitas coisas estão muitas outras hehehe
A tarde de hoje foi tão pouco produtiva do ponto de vista capital ou até mesmo intelectual...mas ela foi tão importante! Ela me conduzio a uma noite muito renovadora!
Entre espasmos e falta de atenção, tiques nervosos e muita chatísse um breve momento; senti-me novo...e ainda me sinto...aí lembro de que sempre mudamos, sempre, sempre...
Aí, transformam-se esperanças, alegrias, vontades e até sonhos ganham cores diferentes.
Torço para que certas coisas a partir de agora fiquem cada vez melhores, claro, por que a ideia de que pararão de mudar é ridícula...mas que mudem de uma forma boa, você me entende? E que outros mecanismos funcionem, ou funcionem melhor nessa nova configuração de coisas.
Yupi!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pessoa desmemoriada

Cheguei naquele lugar maravilhoso! Sim, maravilhoso porque me ajudou muitas vezes a esquecer problemas e pensar em outros muito menos desagradáveis.
A Biblioteca Central não poderia ser mais agradável...conversei com algumas pessoas, me lembrei que já tinha lido todos os textos que precisava ler (ou que pelo menos eu tinha as xerox) e que também já tinha feito todos os exercícios propostos. Aqui poderia abrir um parênteses só para dizer que era o quarto dia de aula, só tinha um texto pra ler e um exercício para fazer.
No fim de um momento de sono em alguma das cadeiras da biblioteca acabei por lembrar que uma das minhas professoras havia passado a leitura de um texto cujo livro provavelmente tinha na biblioteca. Fui atrás do livro e o achei. Resolvi tomá-lo emprestado e fui para a fila. Fiquei um século esperando enquanto pessoas fingiam trabalhar...olhei impaciente no relógio e vi que tinha dado a hora da minha aula...larguei o livro e corri para não chegar atrasado.
O professor desfilou e se exibiu na sala como um modelo pronto para uma série de fotos sensuais. Depois daquela aula outra se seguiu e somente depois desta segunda pude voltar a biblioteca...catei o livro o mais rápido que pude e entrei na fila para novamente olhar pessoas que fingiam trabalhar. Com a demora, a impaciência compartilhada pelas pessoas na fila as torna amigas, e assim comecei a conversar com duas garotas que estavam na minha frente. Acabei descobrindo que uma delas conhecia uma menina que eu conhecia também. Por fim elas pegaram o livro delas e eu o meu...saí de lá para comer algo. Já escurecia. Na lanchonete encontrei a garota da biblioteca com a menina que eu conhecia. Perguntei a menina: Nossa, você faz matéria a noite também? Aí ela disse: Eu já te falei isso umas quatro vezes...faço latim 1!
Fiquei com a cara no chão. ´´Eita, desculpa, é que tenho memoria de peixe´´.
Isso tudo foi só pra dizer que sou uma pessoa desmemoriada!
(Desculpe-me por ter feito você jogar minutos preciosos no lixo lendo isso...se é que alguém vai um dia ler isso....)

sábado, 1 de setembro de 2007

Vazio

O que há de se pensar agora
com todos esses tempos, relógios
vazios que não vão embora?

Por que as coisas não pedem uma razão
por que em algumas situações
jamais posso dizer não.

O jornal ja se conformou a muito tempo
agora ele já vem com a cor do dia
todo cinzento.

Até os livros agora fazem greve
Seu conteúdo já não pode mais ser revelado
As paginas cortam, as letras se embaralham.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Close

Ainda sinto os teus cabelos
Correm entre meus dedos
Que a tua nuca acariciam
Tão solitários os meus dedos...
Tão areia os teus cabelos....
Escorrendo entre cada linha
Entre cada veia, entre cada sina
Entre meu desejo de não desgrudar mais
A minha boca da sua.
Tua boca é outro elemento
jamais areia...Oásis!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ZZZzzzzZzzZzzzzzzZzzZZZZZzzzzzZZzzzzZZzzZz

Não poderia falar muita coisa sobre coisa alguma sendo eu o Mister Tédio, ou se preferir, Dom Faz Nada I.
O que é de costume sair dessa macabeça (que começo a me perguntar se não é de papelão) são idéias de sonhos (reparem bem, idéias e não sonhos propriamente ditos), pensamentos ingênuos, sons malucos e esquizofrenicos, suspiros de genialidade e alguma coisa lembrando um gatinho otimista que sempre acha que vai ter uma tigela de leite esperando atrás da terceira porta a direita do banheiro.
Infelizmente na madrugada de hoje (pois agora são 2:24 da madruga) e por esses dias rodeiam minha macabeça mosquitos nada interessantes. Imagine que essas pequenas criaturas de pouca vida (embora periodicamente presentes) conseguiram tirar daqui de dentro coisas que me são um tanto valiosas, não pelo seu valor material mas sabe, sentimental ( sou meio besta com essas coisas). Passei toda a ultima semana atrás desse meu felino que custa a aparecer....já ate começo a pensar que foram essas danadinhas que me tiraram o bichano.
Com isso, o que tenho pra dizer, ou melhor, o que se pode ouvir quando se aproxima da minha macabeça, e claro, se presta um pouco de atenção, é o eco ( que tem me parecido interminável) gosmento e ininterrupto de ZzzzZZZzzzZzzZZzzzzZZzzZzZzZ...
Tenho esperado que mais uma vez um velho doutor amigo meu venha me visitar. Ele sempre sabe dar um jeito nessas loucuras que acontecem com pessoas como eu, pessoas com baixa imunidade neural. As vezes ele sara por completo, outras ele troca uma doença por outra um pouco menos desagradável...tem vezes que ele até consegue combater uma doença com outra que estava escondida, mas uma coisa é certa: O Doutor T. Ime sempre resolve os problemas do seu jeito. Pena que não dá pra saber quanto tempo ele demora a vir ou quanto tempo o tratamento durará.
Até lá, não sei se eu posso ou você pode esperar muito de mim...até lá posso não me reconhecer em frente ao espelho, posso não te reconhecer se me cumprimentar, posso me mostrar amigo demais ou um inimigo surpresa.
Então pessoal, é o seguinte, até eu conseguir o meu bichano de volta, tenham paciência!

Windows Vista!

É de versos e reversos
Que tenho escrito meus pensamentos
Todos viajantes clandestinos nessa minha cabeça fraca.

Chamas laranjas lânguidas lambem o que me resta
E todas as minhas melhores intenções egoístas se esgotam
Nesse sensual ritual de tortura sequênciada.

Tenho firmes em meus seios a carga viril de mil sonhos
Mas cada um deles falha, impotentizam-me
Vocês me olham sem olhar seus olhares mais justamente sórdidos.

É enquanto me debato contra essa janela da salvação
Que todas as minhas astúcias se esvaem num som rancoroso e mórbido

É enquanto me viro pra pegar minha bagagem
Que caio de boca nessa imensa lata de lixo, boca felina

É enquanto tento encaixar meu globos oculares
Que deixo esfarelar meu coração por entre essas costelas magras...